sábado, 7 de fevereiro de 2009

Meu Blog mudou de visual

Olá fiéis leitores. Não fiquem assustados! Vocês não estão em um endereço errado, tá? Apenas decidi preparar um espaço mais leve pra vocês. Quero que sintam-se em casa no meu blog, por isso, mudei o modelo e o título, assim, teremos um contato mais informal. Gostaram? Opinem na barra de comentários.
Entrem e sintam-se realmente em casa!

Humanidade robotizada


Amigos leitores, desculpem a minha demora por cada postagem. É que como passo 6 horas por dia trabalhando em frente a um computador , chego em casa gritando por contato humano e real. Por isso, demorei a escrever nesse meu recanto.

Eu seu que os avanços tecnológicos, iniciados desde o século XIX e que continuam sendo explodidos no cenário atual é vislumbrado por nós, afinal, somos seres humanos, e como pessoas somos sedentos por novidades. As empresas, claro, investem pesado! E nós, não queremos estar excluídos do que nos rodeia, do que já faz parte das conversas nas rodas de amigos. Imagina, você? Não ter acesso a internet? Um cúmulo né? Você nem tem esse direito, coitado.

Mas, eu estava pensando...será que o mundo sem tanta tecnologia não seria mais humano? Nossa...hoje se faz notícia sem precisar sair de uma redação. Nós jornalistas, conversamos sobre aumento da tarifa de ônibus, ouvimos as reivindicações dos bancários pela queda da redução de juros (Selic), imaginamos a manifestação sem nem poder sentí-la, vê-la acontecer, sem nem ao menos olhar nos olhos do entrevistado. Entrevistamos por telefone. É a era do Web jornalista e eu faço parte desse nicho. Nossa! A comunicação social passa a ser virtual.

A internet é um instrumento com uma potencialidade que facilita as nossas vidas, agiliza conversas, gera comunicação com pessoas distantes, mas, ela nunca pode ocupar o lugar real da nossa vida. Quando estamos navegando na internet, estamos em um "não lugar", como disse Pierre Levy, no livro "O que é o virtual". Pensamos que saimos do lugar, mas não saimos. Acaba que isso se torna tão comum em nossas vidas, que se deixarmos, viveremos robotizados, aceitando informações por e-mail, sem ter como checá-las, ouví-las, e sendo obrigados a apenas imaginá-las e confiar no que imaginamos, no que ouvimos.

Bom seria, se a internet não reinasse tanto em nossas vidas e se a opção primordial do mundo capitalista fosse nos estimular a tomar um sorvete com um amigo que não vemos há muito tempo, ou, poder fazer uma notícia, após ter testemunhado uma manifestação, um ato público. Ver o rosto da revolta, é diferente de ouvir alguém contar! Ouvir as vozes dos excluídos, restituídas em apenas um grito por justiça social, é diferente de coletar informações sobre os pontos reivindicados.
Bom seria, se tivéssemos a coragem de falar aos nossos amigos ou conhecidos, tudo que demonstramos por meio do virtual. Bom seria se eu pudesse desabafar pra o mundo, tudo isso, mas, o mundo não ouviria, por quê estão todos muitos dispersos, com tantas coisas pra fazer, tantos e-mails pra enviar, ligações telefônicas pra fazer, fax pra mandar, digitalizar, armazenar. Tanta tecnologia que promove distância, ou aproximação.
Depende de você, que pode optar por abraçar alguém, ao invés de instruir um mouse e escolher a opção selecionar. Pense nisso. Que as tecnologias sejam para complementar os nossos relacionamentos, e não para ser o único instrumento de ligação entre os seres humanos. Afinal, somos humanos, não temos CPU, nem hadware, disco rígido, nada disso! Temos alma, coração, sentimentos, vontades, desejos e tudo o mais que só nós, humanos, podemos sentir.




domingo, 25 de janeiro de 2009

Pré-caju: desvendando a fantasia

Rompem-se de forma ilusória a verdadeira vida. Esquecem da crise financeira, do desemprego, do trabalho infantil, da violência dos tantos vícios dos quais depende a sociedade. A massa popular e até a elite abraçam a fantasia, enfrentam multidões para tocar no Cauã Reymond, enbebedam-se de uma alegria passageira que só alimenta a cultura de massa e enche os bolsos dos artistas que vivem do Glamor originado, principalmente pela Televisão, seguindo pela força da comunicação das revistas, do rádio, da moda e tantos outros valores que influenciam a vida do povo.
Dançarinas semi-nuas sobrem nos trios elétricos exibindo o "bumbum" e pousam para as lentes das câmeras. Dançam músicas que banalizam o valor do seu próprio corpo e estimulam a imaginação erótica masculina. Crianças brasileiras perdem a infância,amanhecem o dia catando latinhas jogadas no chão pelo povo, e pelos políticos também. Até os jornalistas se rendem de corpo, alma e voz, a adoração pelos artistas, como se eles não fossem pessoas normais só por quê cantam pagode e aparecem da televisão. Isso tudo, não podemos divulgar.

Mas, como jornalista e como pessoa, só aqui posso expressar minha misericórdia para com os vendedores ambulantes que pernoitam nas calçadas, com lençois finos e expostos ao frio. Só aqui, posso noticiar a compaixão que sinto pelas crianças que trabalham enquanto todos se divertem, que pouco têm o que vestir e precisam catar latinhas para comer melhor. Enquanto isso, milhões circulam para o bolso dos artistas, que fazem politicagem ao subir no trio, enaltecendo os gestores públicos. Claro, são eles que mantém, com o dinheiro do povo, " a maior prévia carnavalesca do Brasil", na "capital da qualidade de vida". Não é assim?
O Pré-caju é um cenário perfeito para o consumo de drogas, onde seres humanos tentam se esconder por traz de prazeres. Onde beijos e corpos são prostituídos. Não falo da prostituição envolvendo dinheiro, em que mulheres ficam a espera de clientes no Centro da cidade, depois das 22 horas. Falo da renúncia do amor próprio, do respeito aos sentimentos, do pouco valor que as pessoas estão dando pra si mesmo e para o outro.


ALIENAÇÃO

Assim, como Max Weber, vejo que a mídia, e os valores que ela impõe induz comportamentos, aliena pessoas, alimenta a riqueza de um nicho de empresários e cúpula de artistas que acumulam renda, em troca dessa tal alegria distribuída no chamado corredo da folia. Tão distante da verdadeira alegria, tão distante da verdadeira paz, da verdadeira vida, dos verdadeiros sentimentos que nos fazem bem por dentro, e por fora. Tudo tão aparente, maquiado, passageiro. Tão passageiro como um trio, uma banda, um bloco, um abadá.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Escrever, escrever...






Por Tamires Franci

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Decidi que todos os dias buscarei escrever. Não quero a frieza imposta aos profissionais de comunicação. Não quero seguir modelos que já existem. Escrever como já escrevem. O mundo capitalista já é tão robótico, tão frio. Quero fazer diferente, pelo menos neste espaço. Acompanhem-me.


Hoje, procurava na internet, ler qualquer coisa sobre jornalistas iniciantes. O jornalista Franklin Martins ( Ex- Rede Globo) ensina que o jornalista deve ler tudo! tudo! Ler sem parar. Quanto mais lemos, mais escrevemos. Até revistas em quadrinhos e bula de remédio devem entrar no ritual. Então, o mesmo serve para a escrita. Devo escrever, escrever. Mesmo que hoje eu não queira escrever sobre o que foi noticiado pelos jornais. Escrever, ao menos retalhos de pensamentos dos outros que tão se parecem com os meus.

"Jogada na arena dos leões: as redações, com colegas vividos e conhecedores dos assuntos. Sinto-me pressionada pelo tempo e pelas responsabilidades. Por vezes, me sinto afundar nas incertezas e indecisões do dia-a-dia". (Por Thaís de Mendonça Jorge).

"A palavra sempre esconde mais do que revela.
Ler é saber entender o que se esconde por trás do não-escrito.
É entender o não-dito camuflado no dito". (Franklin Martins)



segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Centro de Ressocialização ou jaulas?


Por Tamires Franci

Eu só vi poeira. A polícia gritou: " Fuga no Cenam". A cirene dos carros da polícia e os tantos pneus sob a estrada de barro fez muito barulho. O repórter pediu pra o cinegrafista " fazer imagens" dos carros saindo em direção ao Cenam. Depois, o motorista acelerou. Quando chegamos ao local, percebi que fora o estardalhaço da policia, a situação já tinha sido normalizada.


Oito adolescentes internos romperam a barra de metal de uma das celas e tentaram fugir pelo telhado, mas foram flagrados pela polícia civil. Os moradores disseram que viram um garoto entrando no matagal. Foi especulação. Policiais da tropa de choque contaram os garotos e nenhum conseguiu fugir.

O Tenente Coronel Rocha disse que é comum tentativas de fuga próximo ao natal. O cinegrafitsa disse ter visto um dos policiais batendo nos internos, quando perceberam que a TV ía filmar, eles pararam. Fiquei imaginando o quanto esses meninos apanham e se alimentam de água e bolacha seca, quando tentam fugir.
Observei que neste contexto alguns policiais se sentiam super heróis, super dotados de armas, munição, coletes e aquela farda. Sei que se eu fosse uma adolescente interna também tentaria fugir, não iria me contentar em morar em uma escola de osciosidade.
Um espaço chamado de Centro de Resocialização, ou hotel "5 estrelas", como disse um dos policiais. Na verdade, eles vivem como animais enjaulados. É assim que o sistema ressocializa pessoas? Sistema capitalista não aprendeu a criar medidas preventivas. Só se aprende a punir pessoas. Medida punitiva, tal é a segurança pública.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Blitz Flagra Condutores de Ciclomotores sem Habilitação

Foto: Tamires Franci

Por Tamires Franci

Quem passou pela Avenida Tancredo Neves, no início da manhã de hoje, foi surpreendido com uma blitz realizada pelo Detran.
Desta vez, a fiscalização é para condutores de ciclomotores que transitam na capital. “As exigências são habilitação categoria A, ou a Autorização para Circular com Ciclomotores - ACC, além da obrigatoriedade do uso de capacete”, explica o tenente do DETRAN, Alexandre Cardoso.

O condutor Antônio Augusto desabafa: “Eu estou sendo pego desavisado. Não divulgam a informação e eu estou aqui sem saber o que fazer”. Os ciclomotores possuem velocidade de no máximo 50 km/h, mesmo assim, as exigências são as mesmas. Hoje, muitos condutores foram pegos desprevenidos, por falta de informação. O decorador Marcelo de Jesus, foi flagrado sem habilitação e sem a autorização necessária. “Eu não sabia que precisava de habilitação “A”, para dirigir uma moto dessa que tem apenas 49 cilindradas, é um absurdo”.

O a
ssessor de comunicação do Detran André Carvalho afirma que, no ato da compra, todo condutor de ciclomotores deve ser avisado quanto a exigência da habilitação. Aqueles que foram pegos transitando de forma irregular não foram multados, mas, sofreram penalidade. “A moto fica retida e só liberamos, quando outra pessoa conhecida do condutor, que possua habilitação venha pegar o veículo”, pontua o assessor.

Comentário

Era da Informação? Uma Era onde idéias, culturas, estruturas, leis de interesse público devem circulam com rapidez? Mas, será que as informações correm mais rápido, do que o próprio homem? Há homem que produze a informação, mas, há também aquele que não consegue consumí-la. Não alcançá-la é sinônimo de contratempos e desencontros. A sociedade contemporânea se organiza, se relaciona, se estrutura, por meio da comunicação.


Ela evitaria contratempos, como esse, enfrentado pelos condutores de ciclomotores. A desinformação prova que a massa da população encontram-se apática. Falta acesso a informação, ou as pessoas, não as buscam? Você sabe o que aconteceu no último capítulo da novela? Ficou sabendo da final do jogo entre Confiança e Guarani? Mas, você não sabia que para dirigir ciclomotores é preciso habilitação?

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

III Feira do Livro Inspira Versos e Poesias

Foto: Tamires Franci


Uma festa onde as palavras ganham sentido. O segundo dia da III Feira do Livro foi inspirado por uma noite de saral, que teve início por volta das 20 h. A arte é embalada pelos sentimentos e compartilhada entre sergipanos. A cada intervalo de palmas, um novo artista subia ao palco central, arqueado do lado de fora da Biblioteca Pública Epifânio Dória.

Na voz de José da Boa noite, a poesia existe, resiste e insiste. “Não há poeta só, nem sozinho se faz poesia”, recita. Além de versos, prosas e poemas, um clamor social a favor do culto a leitura foi pronunciado pela artista plástica Luiza Leon. “Nós percebemos hoje um desinteresse por parte da sociedade, em especial o público jovem em ler poesias, e é papel nosso fazer brotar nas pessoas o gosto pela poesia".
A feira reune escritores, cordelistas e até historiadores dispostos a fazer outras pessoas habitarem pelo universo das palavras. Os escritores Carlos Conrado e Lucas Livinstone aproveitaram a ocasião para colocar a venda suas obras literárias. “O livro ‘Bim Laden ataca Aracaju’ é uma comédia que trás a hipotética situação em que Bim Laden vem até Aracaju executar os planos deles”, explica Lucas, acrescentando que a obra trás histórias divertidas junto a uma crítica social e política. A Feira do Livro prossegue até domingo dia 02, mas a poesia continua acontecendo, torna-se, para muitos, o pão de cada dia.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Longa Fila para almoço gratuíto torna-se um momento de descontração e bom humor

Por Tamires France
Os protagonistas da Feivest ocuparam o minihopping, localizado em frente ao bloco C, e formaram uma fila quilométrica que durou pouco mais de 1 hora. O motivo da concentração? A Universidade Tiradentes ofereceu almoço gratuito em um dos restaurantes da instituição. Quem pensa que as pessoas perderam a descontração enquanto esperava, engana-se.

Para fazer juz ao evento, o clima era de feira livre. Afinal, não são todos os dias que é possível almoçar no restaurante Xino, sem pagar nada. O cenário era curioso: gente querendo ‘furar’ fila, pessoas com pés descalços, e nas bandejas pratos caprichados.
O momento de longa espera inspirou alternativas para não perder tempo. Enquanto aguardava sua vez, o universitário Thiago Barbosa estava com bloquinho e caneta a postos para escrever seu texto de cobertura televisiva sobre o evento. “Fui a locadora, e escolhi um filme, enquanto isso, os meus colegas reservaram lugar pra mim. Depois voltei e comecei a escrever”. Minutos depois, lá estava Thiago, com texto pronto, e um caprichado almoço.

Quem estava na fila, nem percebeu o tempo passar e garante que deu muitas risadas. "Eu aproveitei pra conversar com o pessoal, olhar o movimento do evento”, revela a universitária Maristela Niz. E quando questionada se valeu a pena esperar, logo vem a reposta: “Foi demorado, por conta da quantidade de gente, mas valeu a pena esperar porquê a comida tava muito boa!", comemora.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Fórum Carismático discutirá aborto e eutanásia

O evento promoverá a reflexão humana sobre as escolhas diárias tomadas em meio a uma sociedade globalizada e capitalista


Os dias 12 e 13 de julho serão marcados pela realização do II Fórum Carismático para Jovens, que será realizado no Rincão da Comunidade Canção Nova, de Aracaju. Com o mesmo tema da Campanha da Fraternidade, Escolhe, pois, a Vida, o evento é realizado pela Comunidade Católica Força Jovem – CCFJ e acontece a partir das 8 h da manhã.

O objetivo do evento é promover reflexão sobre as escolhas diárias tomadas em meio a uma sociedade globalizada e capitalista, onde os valores tendem a ser homogeneizados. A prática do aborto, da eutanásia e pesquisas com células troncos, entre outros temas polêmicos, serão discutidos durante o II Fórum.

A mesa redonda será formada pelo psicólogo Pedro Pires, a ginecologista Sônia Melo, a teóloga Irmã Ivete, o Doutor em Bioética Pe. Valtewan Correia e Pe. Luizinho da Canção Nova. As bandas Revela Cristo, e Só em Deus também se apresentarão durante o Fórum. Além disso, os integrantes da Comunidade Católica Força Jovem estarão atuantes por meio de adoração, animação, show acústico, e apresentação cênica do espetáculo Celebrai a Vida.

Com a expectativa de receber 600 pessoas, as inscrições já estão abertas e podem ser feitas na própria sede da Comunidade Força Jovem, localizada no bairro São José, Travessa Adolfo Rolembergue, nº 51. O telefone é 3221-3663. Os interessados também poderão se inscrever no mesmo dia da realização do evento, na portaria da Comunidade Canção Nova.



* Assessoria de Comunicação da Associação Força Jovem - Tamires Santos


quinta-feira, 24 de abril de 2008

Reflexões sobre violência doméstica precisam vir à tona

Por Tamires Santos

Termina na próxima semana o prazo para a polícia concluir as investigações sobre a morte da menina Isabella Nardoni. Ela morreu no dia 29 de março após ser espancada, asfixiada e jogada da janela do 6º andar do prédio. O pai e a madrasta, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são os suspeitos do crime.

Ao retratar tantas vezes o assunto, faz-se um júri midiático, que atribui a sociedade o direito de “bater o martelo” e quase confere aos suspeitos a posição de “réus”. O tempo ancioso do jornalismo, parece não ser o mesmo tempo cauteloso necessário para o andamento dos inquéritos policiais.

Enquanto a mídia pressiona resultados de apenas mais um caso de violência contra o universo infanto-juvenil, muitas Isabellas são violentadas pela família, pela sociedade e pelo Estado todos os dias.

Profundas reflexões sobre a violência doméstica precisam vir à tona. Caso contrário, essa indiferença pode ser retribuída para a sociedade, por muitos meninos e meninas que têm seus direitos violentados.

Políticas públicas de combate a violência deveriam ser intensificadas pelo Estado e divulgadas pelos veículos de comunicação. Isso é também fazer bom uso do "quarto poder".
A sociedade não pode esquecer que as violações contra os direitos da criança e do adolescente são constantes. Tão constantes e tão repetitivas quanto a cobertura jornalística de algumas emissoras de televisão, ao tratarem de apenas um caso, em meio a um universo de meninos e meninas que gritam por socorro e padecem por falta de amor.

Se a violência continuar reinando, outras Isabellas correm o risco de desenvolverem comportamentos semelhantes aos de Cleverton Santos, apelidado de “Pipita”. Lembram? E o que fazer agora com as crianças que são violentadas com a mesma idade da Isabella e possivelmente até guardam para si o sentimento de desamor? E se outras crianças vítimas de violência desenvolverem a mesma conduta do adolescente Cleverton?

A psicologia explica que as vivências apreendidas durante a infância são registradas no subconsciente e marcam para sempre a personalidade de uma pessoa. E eu digo: a criança que é agredida hoje será o adolescente agressor amanhã.

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*A foto utiizada para compôr essa reportagem está disponível no site: http://kontrastes.org/retratos-sociais/infancia-roubada/ e não é de minha autoria.

terça-feira, 22 de abril de 2008

"Imprensa e democracia são irmãs siamesas", diz ministro

Por Tamires Santos


"Democracia é a menina dos olhos da Constituição". "É a massa de manobra no palco das decisões políticas". Essas frases pronunciadas salientam que no espaço democrático não deve haver mistérios entre o Jornalismo e o Direito e que a democracia deve vigorar nas duas áreas.
"A Lei de Imprensa soa como algo que inibe, constrange, ergue barreiras e se contrapõe à simbologia da Constituição", declarou o ministro em entrevista para o Jornal Cinform semanas atrás. E no tocante ao debate sobre poder judiciário e comunicação democrática, que aconteceu no período de 15 a 18, o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Brito lembra que "a imprensa e a democracia são irmãs siamesas".
Para estreitar relações entre a imprensa e o judiciário, o seminário Poder Judiciário e Comunicação Democrática, teve como platéia jornalistas e radialistas sergipanos, como também estudantes de comunicação social.

Na ocasião, o ministro Carlos Britto lembra que uma imprensa livre é manejada com qualidade. Principalmente, quando não se limita a noticiar, mas também, analisa, comenta, censura, investiga e até denuncia desvios de conduta. Além da democracia, a ética também se tornou um valor essencial e planetário que deve moldar tanto o judiciário como também o trabalho jornalístico.

A Lei de Imprensa esteve no palco das discussões durante o seminário, representada pelo ministro como uma contraposição à Constituição, uma vez, que é inspirada em valores e desvalores da mesma. “A Lei de Imprensa foi aprovada em 1967, durante o chamado tempo de chumbo, e por isso, ela não pode vigorar mais igual”, declarou o ministro.

Praticar o Direito a luz da Constituição foi necessidade enfatizada por Carlos Brito. “O ser das coisas é o movimento. O observador atento ao objeto investigado reage de forma inédita e desencandea reações". Ao mencionar sobre a vocação de administrar a justiça, ele pontua: "O Direito não é só uma coisa que se sabe, mas algo que se sente”.
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* A foto utilizada para compôr esta reportagem não é de minha autoria. Ela está disponibilizada no site: http://decio.globolog.com.br/

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Nos bastidores...

Foto: Marcelo Freitas







Por Tamires Santos

Caros leitores, não posso deixar de compartilhar com vocês, a minha primeira experiência como aprendiz de repórter. Neste texto, deixo a tal imparcialidade de lado. Essa foto foi em uma conferência ministrada pela secretária de comunicação do Estado, Eloísa Galdino. O evento aconteceu na sexta-feira, 18, como parte da programação da Semex. A primeira cobertura jornalística a gente nunca esquece. Antes que ela aconteça, a gente lembra de todas as “dicas” que memorizamos nas aulas da Universidade.

Neste dia, me convenci que o jornalista precisa reter o seu medo de errar. Sabia? Precisa ser uma pessoa muito bem resolvida, digamos assim. Eu já tinha acompanhado algumas gravações de alguns colegas da equipe do Unit Notícias, como produtora, mas a tensão aumenta quando a câmera e todas as pessoas ao redor te olham, só por quê você segura um microfone. É preciso agarrar-se na vontade maior de buscar e divulgar a informação, por quê alguém do outro lado, precisa ouvir o que o jornalista tem a dizer.

A entonação precisa fazer de uma simples frase, a grande notícia. A notícia que vai “segurar” o telespectador no sofá da sala. No meio de uma multidão é preciso reconhecer as fontes, formular bem a pergunta, posicionar bem o microfone, jamais tratar o entrevistado de “você”, e selecionar o quê de mais importante precisa ser narrado. Transmitir verdade, segurança, fidelidade e humildade ao entrevistar alguém. O jornalista é um pobre necessitado das suas fontes, digamos assim.

Teoricamente, é tudo muito simples. Mas, quando saímos dos bancos da universidade, e passamos a ser co-autores de uma reportagem, sentimos nossas pernas tremer. O amor pelo trabalho precisa ser mais forte para contê-las firmes. Respirar fundo é uma forma de convencer o cérebro que está tudo bem.

Enquanto a adrenalina pulsa forte, a fala do entrevistado pode ser uma “carona” para formulação de outra pergunta. Nesse momento, é preciso olhar nos olhos, mas sem tapar os ouvidos. Todos os seus sentidos devem se conectar com a grande “ágora” para que o jornalismo aconteça: a informação. É nela que o repórter deve pegar carona.

E por falar em carona, não poderia deixar de falar sobre o trabalho do cinegrafista. Ele é o grande companheiro. Sem ele, não existe o jornalismo de TV. Quem iria captar as imagens? Afinal, as imagens falam mais do que mil palavras, não é mesmo? Imagine ligar a televisão e só ouvir a voz do jornalista, sem imagens alguma.

É isso, leitores. Em meio ao fato, o jornalista age como interventor de uma realidade, mesmo sentindo o famoso friozinho na barriga. Em cada experiência dessas, é preciso se vestir de coragem para noticiar. Obrigada por "ouvir" o que tenho a dizer.


terça-feira, 15 de abril de 2008

Fragilidades sociais são discutidas durante a 2ª Semex


Por Tamires Santos


A abertura da 2ª Semex - Semana de Extensão da Universidade Tiradentes, que aconteceu nesta segunda-feira, 14, reuniu universitários, professores e a comunidade em geral. O evento rendeu expectativas suficientes para lotar o Teatro Tiradentes de participantes.

“O conhecimento a Serviço da Comunidade”, foi o tema do evento, cuja solenidade teve início às 19h30. Na ocasião, a promotora de justiça Conceição Figueiredo, do Núcleo de Apoio a Infância e Adolescência, do Ministério Público Estadual, chamou a atenção da população para o universo infanto juvenil que se encontra em situação de vulnerabilidade social.

“O que os olhos não vê o coração não sente”, pronunciou a promotora, ao proferir que a sociedade sergipana precisa olhar com mais atenção para o adolescente em conflito com a lei, os meninos em situação de rua e as meninas vítimas de violência sexual.

Discutir as fragilidades sociais e socializar os resultados dos trabalhos universitários, desenvolvidos em diversos setores da sociedade aracajuana, são os desafios da 2ª Semex que pretendem ser atingidos durante o evento que prossegue até sexta-feira, 18.

A noite foi marcada pela entrega do 2º Prêmio de Extensão, que honrou os projetos desenvolvidos pelos alunos. O 1° lugar compete ao projeto desenvolvido por estudantes de Psicologia, intitulado Extensão Multidisciplinar: capacitação com cuidadores a partir das atuais repercussões políticas e comportamentais nos abrigos de Aracaju-SE. Aos alunos do curso de Farmácia coube o 2° lugar para o projeto intitulado Uso correto das plantas medicinais. O projeto premiado em 3º lugar foi de Habilidades Sociais do Coqueiral, desenvolvido também pelos alunos do curso de Psicologia.

A palestra ministrada pela professora Débora Nunes, presidente do Fórum Nacional de Extensão das Universidades de Ensino Superior Particulares, encerrou a solenidade de abertura. A professora Débora traçou um histórico da extensão universitária no Brasil e a sua aplicação como forma de conhecimentos consolidados. O consumismo, o meio ambiente, e o capital foram alguns pontos ministrados pela palestra que reteu a atenção do público até às 21h30.


Fotos: Tamires Santos
















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*Texto institucional

sábado, 5 de abril de 2008

O surTO da InopeRÂNCIA


Charge: Miriam Salles
Por Tamires Santos

Pessoas que aguardam nas unidades de saúde para serem atendidas. Poucos médicos para tantos pacientes. Casos de mortes anunciados a rigor pela mídia local, nas últimas semanas. Com a morte da menina Ana Carla Alves, de 3 anos, o número de vítimas aumenta para cinco.

A Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju lançou uma campanha de combate à dengue, com o slogan “A dengue pode matar...”. Mas, já evidenciamos que a dengue realmente mata. A Secretaria pede o apoio da população para combater a doença. Mas, coincidentemente, a população é quem mais precisa da eficácia do trabalho da secretaria, no combate a dengue.

Quando a Política de Pão e Circo obscurece as lacunas no sistema de saúde, a voz da sociedade representada pelo Ministério Público exige laudos e ações da Emsurb no sentido de fiscalizar casas, clubes e lugares onde existam piscinas e possíveis focos da doença.

Mesmo assim, ainda há um surto de terrenos baldios com pneus, vasos, entulhos, esgotos a céu aberto, lixos, ou recipientes que acumulam água parada. Quando não se resolve as causas, com ações preventivas é impossível impedir as conseqüências. A distribuição de folhetinhos explicativos à população sobre a doença é pouco para assegurar a saúde do povo. Quantas “Anas Carla” vão precisar morrer?

As comunidades dos bairros periféricos da cidade aparentam ser mais vulneráveis ao surto da inoperância. Não é preciso ir muito longe para detectar ambientes que proliferam os focos da doença. Enquanto isso, a Força Tarefa, que tem o objetivo de eliminar focos e lavas do mosquito da dengue, ainda não chegou no bairro Santos Dumont, como revelou uma moradora da localidade, para um telejornal, hoje, 05.

Resta admitir que estamos em meio a um surto da inoperância política. Serviços que não são prestados a contento. Muito além de um surto de dengue, parece que vivenciamos surtos de omissões, indiferença e inoperâncias. Surtos que não podemos ver, nem tocar, mas que devastam o direito à dignidade humana e que parecem mais assustadores que o próprio mosquito da dengue.

terça-feira, 25 de março de 2008

Cadê o jornalismo?

Por Tamires Santos
Em entrevista coletiva publicada na revista Caros Amigos deste mês de março, o jornalista Luis Nassif coloca em cheque a ética jornalística e a linha editorial de uma revista de renome no mercado nacional. O jornalista denuncia que na redação do veículo, já houve inversão dos dados de uma pesquisa feita pelos jornalistas Pompeu de Souza e o D’Alembert Jaccoud.

O ex-profissional da determinada revista detalha que apesar da pesquisa realizada comprovar que o candidato a presidente pelo MDB, Euler Bentes General, tinha uma votação boa no Congresso contra o candidato João Baptista Figuereido, a revista simplesmente, inverteu os números, manipulou a informação para demonstrar o contrário. Segundo Nassif, os jornalistas que se sentiram lesados organizaram um abaixo assinado, mas, a luta pelo vigor jornalístico resultou em uma demissão em massa dos profissionais da redação.

Sobre isso, ouso pronunciar que o capitalismo é como um polvo com vários tentáculos que agarram todas as relações sociais, transformando tudo em mercadoria, inclusive o trabalho jornalístico.

Este relato remete a discussão sobre a ética e a objetividade jornalística tão discutidas atualmente nos bancos das Universidades, e que por vezes, são silenciadas por profissionais submissos a linha editorial de algumas empresas que percorrem uma desenfreada corrida pelo capital.

Por vezes, as virtudes do jornalismo são reféns do sentimento de propriedade que alguns veículos de comunicação exercem sobre as informações. A realidade da determinada revista que circula em âmbito nacional e que vende milhões de exemplares nas bancas, retrata que algumas empresas se rendem aos apelos do mercado, infiltrando inverdades, omissões, ou terminologias sensacionalistas e antiéticas, só simbolizam a busca pelo lucro.

Enquanto os jornalistas Pompeu de Souza e o D’Alembert Jaccoud seguiram a risca o que está presumido no Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, quando diz que “o profissional não deve submeter-se a diretrizes contrárias à divulgação correta da informação”, o veículo, em uma atitude ditatorial findou demitindo os jornalistas que defenderam a veracidade e legitimidade da notícia.

Ao que parece, a ética jornalística e a moral do determinado veículo entraram em conflito. O código de ética admite que o jornalista é responsável por toda a informação que divulga, desde que seu trabalho não tenha sido alterado por terceiros. Mas, contrariando a teoria, Luis Nassif denuncia que os profissionais eram perseguidos na própria redação do veículo, por defenderem a verdadeira versão dos dados da pesquisa.

Por essa e outras contradições relatadas na coletiva concedida a Caros Amigos, o jornalista corajosamente age como portador da voz de tantos outros profissionais, principalmente quando questiona: “Cadê o jornalismo”?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Um carnaval sem festa...

Ao som do frevo alternativo do Bloco Papelão, crianças e adolescentes recolhem latinhas vazias jogadas no chão, pelos foliões durante o pré-caju. Os Policiais Militares (PM) responsáveis em encaminhar os meninos e meninas em situação de risco, para o Conselho Tutelar, não o fizeram.
Prova disso, é que o conselheiro tutelar Daniel Max garantiu, nessa segunda-feira, 14, para reportagem do Jornal do Dia, que “o levantamento dos casos atendidos durante a festa revela que não houve encaminhamentos de crianças e adolescentes que trabalharam durante a prévia carnavalesca”.
A exploração não foi noticiada em nenhum dos principais jornais impressos da capital, ao contrário, as machetes apresentaram títulos glamurosos, acompanhados de fotografias de foliões eufóricos e de famosos que conquistaram a adoração da massa popular e coloriram as folhas da imprensa.
Ouso dizer que o espírito carnavalesco distorceu a suposta idéia de um jornalismo com responsabilidade social. Pouco se pensou na mídia como instrumento mobilizador para a garantia dos direitos da criança e do adolescente.
O plano de ação conjunta que foi discutido em audiências conduzidas pelo Ministério Público, não conseguiu assegurar o que estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente, no art. 60 “é proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz”.
Capacitar melhor a PM para operar no Carnajú 2008, pode ser uma alternativa, mas não suficiente para combater esse tipo de violência. É preciso uma política profunda que priorize o setor humano.
Um carnaval sem festa”. É o que resta para a infância e para a juventude em situação de vulnerabilidade social.

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Referências
Jornal do Dia, p. Cidades 05, Cássia Santana – 15/01
Art. 60 do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Segurança Pública é uma máscara para o flagelo da violência

Por Tamires Santos

Em Aracaju, a imprensa sergipana noticiou nesta quarta-feira, que foi encontrado as margens do Rio Sergipe, no bairro Coroa do Meio, o cash eletrônico do Banco do Brasil, roubado e extraviado, no último dia 07.

Já não deveria causar impacto, notícias que denunciam assaltos, homicídios, violência sexual, principalmente contra o universo infanto-juvenil, contrariando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
A partir de amanhã, 10, a capital de Sergipe é cenário da maior prévia carnavalesca do Nordeste. A proposta da festa é oportunizar momentos de entretenimento, no entanto, a ocasião também é propícia para as ações violentas. Sabendo disto, o secretário de Segurança Pública, Kércio Silva Pinto, vai realizar uma ação preventiva intitulada “Operação Pré-Caju” que visa coibir o tráfico de drogas, e a violência no Estado, durante os quatro dias de festa.

Em audiência realizada na terça-feira, 8, no Ministério Público do Estado, a promotora de Justiça Conceição Figueiredo do Núcleo de Apoio a Infância e Adolescência (Naia), reuniu conselhos tutelares, e representantes da entidade SOS Criança e do Juizado da Infância e Juventude do Estado de Sergipe. O objetivo é discutir o trabalho preventivo em parceria para a garantia dos direitos da criança e do adolescente.

A segurança em Sergipe, embora se esforce, mal disfarça sua ineficiência. Indicar que as pessoas evitem andar em locais mal iluminados é uma das meras ações preventivas indicadas pela Polícia Militar. Dicas de prevenção apenas mascaram para a sociedade o dever do poder público em assegurar a iluminação como um direito pleno do cidadão. O curioso é que as operações de combate e prevenção à violência são tratadas como algo emergencial somente em ocasiões “festivas”.

Infelizmente, depois dos quatro dias de festas, o uso de entorpecentes e a violência voltam a ser um flagelo social enraizado no cotidiano. Não nos enganemos. Existe a violência enquanto existir a marginalização social. A marginalização social vai existir enquanto houver acentuadas desigualdades, que tornou-se comum por causa da má distribuição de renda. A pobreza gera cólera enquanto não houver investimento assíduo em educação de qualidade. É um ciclo selvagem. As medidas de prevenção são ralas e superficiais. São máscaras de prevenção e nada mais.

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Artigo publicado no site da 103 fm:
Disponível em:

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Vinde Adoremos reúne cerca de 1000 pessoas no Ginásio Constâncio Vieira




Fotos: Eduardo Marques
























*Celebração Eucarístisca marca momentos de adoração a Jesus Sacramentado no pão. A cantora Eliana Ribeiro emociona o público, que vive momentos de cura interior e entrega espirutal durante o evento.


Por Tamires Santos


Nos dias 15 e 16, cerca de 1000 pessoas transformaram o Ginásio Constâncio Vieira em lugar de adoração a Deus. Com o tema Alegrai-vos, Jesus vem curar e libertar seus discípulos de todo o abatimento, o evento Vinde Adoremos, realizado pelas comunidades católicas Canção Nova e Força Jovem, foi marcado pela realização do show da cantora Eliana Ribeiro, da Canção Nova, que aconteceu por volta das 21 h.

“Quantas pessoas não conseguem mais ver o céu aqui na terra? Nós que conhecemos a Jesus, precisamos estar firmes como uma rocha, para que busquemos ter os mesmos sentimentos de Jesus, e assim, promovermos o céu para aqueles que têm sede de céu!”, declarou a cantora, Eliana Ribeiro. O show foi marcado por uma oração direcionada a todas às famílias, com a música de Padre Zezinho.

A animação do evento ficou por conta da banda Revela Cristo, formada por 10 integrantes da Força Jovem existe há um ano e transmitiu ao público jovem irreverência e santidade, através de canções e coreografias compostas por ritmos de pagode.

A jornalista Susane Vidal, participou do evento e comentou: “gostei muito da seqüência do evento. Eu já conhecia o trabalho de Eliana, através da Canção Nova, evidentemente, e posso dizer que ela foi abençoada, porque a oração e a adoração remeteram a uma reconciliação com Deus.

A programação do evento também incluiu a pregação de Márcio Mendes sobre a palavra de Isaías 35, sobre as mãos desfalecidas e joelhos facilantes. Além disso, o ministério de teatro da comunidade Força Jovem, emocionou o público com a apresentação da peça teatral Máquina do Tempo. “Na apresentação da peça do Ministério de Teatro da comunidade Católica Força-jovem, senti uma paz muito grande e senti a presença de Deus. As representações se tornaram reais, de tão forte que foi”, declarou Luana Almeida.

O fundador da Força Jovem, Sérgio Araújo de Oliveira assegurou que “os corações se abriram para o perdão e a vivência do amor”, ressaltando que o Arcebispo Dom José Palmeira Lessa esteve presente no evento e celebrou a Santa Missa, que também representou o leitorato para 15 seminaristas. A participante Denise de Souza destaca que “o ambiente foi bem preparado durante o dia inteiro, e isso evitou qualquer confusão. As pessoas cantaram com mais verdade!”, pontuou.

Ao ser questionada, nos bastidores, sobre seu sentimento de realizar grande show em Aracaju, a cantora revela: “Foi uma grande alegria notar no povo nordestino uma sede imensa por Deus. É maravilhoso vê que as pessoas dão respostas à ELE, através das minhas músicas e orações. Eu saio daqui abastecida, e posso dizer que o povo nordestino é um povo abençoado”.
Opinião - Me surpreende a simplicidade de Deus. Como Ele se deixa encontrar de maneira tão simples ? A presença do seu Santo Espírito vive em mim fortemente, por todo o tempo. Bate a porta do meu coração todos os dias, em todos os momentos. E quantas vezes eu não estou sensível ao toque dELE? Quantas vezes Deus me fala. Sopra vida em meu interior. Quantas vezes ele sofre junto comigo, e ama sem impôr condições. E por tantas vezez eu não consigo perceber tudo que ELE é? De forma tão oculta e tão clara. Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo eu te adoro. Com esse texto, quero render graças a tudo que o Senhor fez, faz e ainda vai fazer em minha vida. Esse texto é uma pequena prova de gratidão a aquele que é AMOR. Faz do meu coração um altar, um lugar de adoração também.

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* Legenda: Tamires Santos

SUS ‘prioriza’ exames para idosos e crianças em situação de risco

Foto: Tamires Santos

As filas ainda existem. Em frente ao
Cemar, pessoas aguardam atendimento


Por Tamires Santos



No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) existe com o propósito de acabar com as "filas", como critério para que a população tenha acesso ao atendimento médico e a qualidade de vida.Consultas e exames são agendados por profissionais que realizam o atendimento nas 43 unidades de saúde distribuídas em Aracaju. O tempo de espera varia de acordo com o gerenciamento do Núcleo de Controle, Avaliação, Auditoria e Regulação (NUCAAR), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).


“O SUS é apaixonante e tem melhorado as condições de vida, em virtude do seu caráter de prevenção e educação à saúde e educação. Por isso, não deve ser visto pela sociedade somente para atendimentos emergenciais", esclarece Déa Jacobina, assessora de comunicação do SMS.

Por meio do sistema de regulação NUCAAR, os profissionais da saúde realizam o acolhimento dos pacientes, registrando os dados, e inclusive descrição do problema de saúde do paciente.
"O sistema é vivo, múltiplo, e complexo, afirma Déa Jacobina reconhecendo que a demanda é grande e faltam recursos para atender a todos.
Informações são armazenadas no sistema de gerenciamento que prioriza a marcação de consultas e exames aos idosos, adolescentes grávidas e crianças em situação de risco. Esse sistema de gerenciamento é denominado Princípio de Estratificação de Risco.

"Isso é um absurdo! Estou com minha filha de um ano e seis meses precisando fazer exames de sangue. Esperamos mais de um mês pela autorização. Quando veio, autorizaram para três lugares diferentes. Ela vai coletar sangue três vezes por causa disso”, denuncia a dona de casa Marizete dos Santos.

O princípio de estratificação de risco regula a autorização de consultas e exames, por intermédio do Cemar – Centro de Especialidades Médicas de Aracaju. Somente os casos de maior risco têm prioridade na marcação e consulta de exames.


Opinião – A concepção de “atendimento básico” utilizada como um mero registro de informações em um sistema de regulação gerido por mãos humanas, está distante de ser empiricamente considerado ATENDIMENTO BÁSICO apaixonante. Reformulo, aqui a frase da assessora: O propósito do SUS é apaixonante. O princípio de estratificação de risco é uma ideologia, porque não se sabe os critérios que são utilizados quando, por exemplo, duas crianças estão em situação de risco e no NUCCAR só há vaga pra uma delas. Sistema de saúde apaixonante esse, que descarta pessoas, como se fossem números sobrando na prova dos nove.


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Texto produzido para boletim Informativo, durante o 5º período de jornalismo. A reportagem foi desenvolvida como atividade da disciplina Edição, ministrada pela Jornalista Suzane Vidal. Realizei entrevista ping-pong com assessora Déa Jacobina da Secretaria Municipal de Saúde.






quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Eliana Ribeiro realiza show no Ginásio Constâncio Vieira

Por Tamires Santos

Nos dias 15 e 16 de dezembro, o Ginásio Constâncio Vieira será palco do Vinde Adoremos, evento católico promovido pelas comunidades Canção Nova e Força Jovem. O show da cantora Eliana Ribeiro, acontece às 18 h, e marcará o primeiro dia do evento, 15. Os ingressos custam R$ 5,00 e estão à venda na própria comunidade que tem sede em Aracaju, localizada na Rua Paulo Henrique Machado Pimentel, 95, bairro Inácio Barbosa, ou ainda, na Comunidade Força Jovem, localizada na Tv. Adolfo Rollemberg, 51, bairro São José. Para participar das demais atrações do Vinde Adoremos que prossegue até o dia 16, a entrada é apenas 1kg de alimento não perecível. A animação ficará por conta de bandas, apresentações teatrais e grupos de dança. Outras informações podem ser obtidas pelo site http://www.ccfj.org.br/ ou pelo tel. 3221-3663.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Árvore é reinaugurada com aplausos

Por Tamires Santos

Não faltaram expectadores para a reinauguração da árvore natalina arqueada às margens do Rio Sergipe, construída pela Empresa Energética de Sergipe – Energipe, em Aracaju.

A luz provinda do monumento que concorre ao Guinness Book, com o título de árvore de Natal mais alta do mundo, foi recepcionada com aplausos e olhares fiéis dos espectadores que conferiram de perto às luzes que fantasiaram a noite de segunda-feira, 10.

O símbolo com 110, 11 m de iluminação, localizado no bairro Coroa do Meio reuniu famílias nas varandas das mansões localizadas na Av. Beira Mar. Na ocasião festiva, até o trânsito permaneceu disciplinado, mesmo diante das filas dos veículos que se formaram na avenida.

Aqueles que simplesmente faziam a cotidiana caminhada no calçadão, também não hesitaram olhar para o alto. Pontualmente às 20:30 h, o colorido dos fogos de artifícios adotou o céu como pano de fundo.

O Papai Noel rendeu sorrisos, ao desfilar na avenida, em veículo patrocinado pela Coca-cola. Para aqueles que consideraram a inauguração pouco tempo de festa, a 20ª edição da árvore natalina ficará acesa até o dia 13 de janeiro.

Opinião -

Imagino que distante da Zona Sul, a massa da sociedade é desprovida de uma bela paisagem, como é assegurado aos moradores da Av. beira mar. Enquanto a elite social é induzida a comemorar o natal desta forma, durante o ano, uma criança deixou de ir à escola e para trabalhar, ou a Operação Zidane flagrou a exploração infanto-juvenil em prostíbulos da cidade. Pessoas que vivem no semi-árido sergipano passam sede e fome, enquanto políticas públicas e tecnologias sociais poderiam estar sendo adotadas, ao invés da distribuição temporária de água, por meio de carros-pipa. Para essas pessoas, Papai Noel não rende sorriso. Ele nem aparece por lá.

Imaginemos quanto se investe em "monumentos turísticos", como a árvore de natal de 110, 11 m? As desigualdades sociais se acentuam desde do chamado "milagre econômico", durante o governo de Juscelino K. e o fantasma do milagre econômico persiste em atuar na sociedade, por meio do governo atual.

QUANDO A REALIDADE É MASCARADA COM FOGOS DE ARTIFÍCIOS É FÁCIL FAZER AS PESSOAS CREREM QUE O MILAGRE ECONÔMICO AINDA EXISTE E QUE NÃO É NECESSÁRIO REPARTIR O "BOLO".

quinta-feira, 21 de junho de 2007

REURBANIZAÇÃO ESTAGNADA: População à Margem do Direito a Qualidade de Vida


Por Tamires Santos e Maristela Niz.

É fato que o desenvolvimento não chegou em todos os lugares da cidade de Aracaju. Para os menos abastados sobraram à lama nas ruas ao invés da drenagem e pavimentação. Quando os moradores contam com a sorte de ter o calçamento, este se encontra escavado e sem maiores iniciativas da Empresa Municipal de Obras e Urbanização ─ EMURB.

O Projeto de Reurbanização da Atalaia, teoricamente, já está em execução, e começou desde 2006, a partir do cadastramento das habitações subnormais (invasões). O objetivo do Projeto é urbanizar a antiga área de invasão e fixar os moradores nas 660 casas que foram entregues.
Segundo a EMURB o projeto aclopa as seguintes ruas: Bezerra de Menezes, Cônego José Felix, Gervázio de Araújo Souza, José Figuereido Alburquerque, Oceânica, Mário Jorge, Euclides Góes, poeta José Sarles Campos e Humberto Resende Góes.

Enquanto o projeto não é efetivamente concretizado, o Habitacional Coroa do Meio, padece com infra-estrutura precária e fossas abertas. “Semana passada tinha tanto mosquito. A EMURB veio aqui e não fez nada. O vizinho já meteu a marreta na rua para tentar resolver”, desabafa Pedro Costa, dono de Mercearia. Ele acrescentou ainda, que há clientes afugentados pelo mau cheiro provocado pela “boca de lobo” que entope o canal, pelo qual se derrama uma água verde e exala em um odor insuportável.

Durante um ano, a reclamação dos moradores é que a prefeitura só vem no local quando é época de festa, como o São João, para recolher entulhos e tentar acalmar o povo e mostrar que está fazendo algo pela população.

Questionados acerca de providência efetiva para a resolução dos problemas dos moradores da periferia em questão, a assessoria da EMURB explica que “por causa das antigas invasões que existiam no local, o sistema de drenagem ficou comprometido, o escoamento natural seria para o mangue. Mas, quando chove a água não tem como escoar. Além disso, a chuva retarda, por exemplo, as obras de escavações e as galerias de drenagem”, reconhece.

A moradora da rua “A” do Habitacional, Maria Aparecida Santos, 45, afirma que durante um ano, quando chove, a situação é a mesma. “Nós já fizemos abaixo-assinado para prefeitura desde dezembro de 2006 e até hoje não apareceu ninguém. E essa primeira rua do habitacional era pra ser bonita, mas está uma verdadeira bagunça”, argumenta Maria Aparecida.

A respeito da paralisação das obras ou daquelas ainda não iniciadas, a EMURB justifica que teve um período de quatro meses que as obras estagnaram, pois, o contrato da empresa estava sendo reincidido. Segundo a assessoria de comunicação da empresa municipal o projeto que está
parado custa aproximadamente 20 milhões, e o município sozinho não tem recurso para executar. “O prefeito está empenhado para reconstruir essas ruas, mas não podemos dar previsão, a expectativa é que até Agosto o serviço seja finalizado”, conclui a empresa municipal.

Em outras palavras: Calma, é a palavra de ordem.
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Texto produzido em 21 de junho de 2007, para mesclar com o trabalho de Fotojornalismo 4º período.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

A IDEOLOGIA DOS DIREITOS HUMANOS: Declaração sem Ação

O direito de ter direitos é uma conquista da humanidade, no entanto, a história do Brasil é marcada pela violência dos poderosos contra os mais fracos. O nosso país foi a última nação independente a acabar com a escravidão e esse fato marcou a identidade social brasileira com resquícios que refletem na cultura nacional. O modo de produção escravocrata, que trata o ser humano como mão-de-obra permeia atualmente, e como fruto do sistema capitalista: as desigualdades sociais e a alienação. Então, como falar em cidadania e democracia plena em um país regido pelo capitalismo?
Enquanto a cidadania plena exige coletividade, o capitalismo gera a competitividade e um exército de reservas. O curioso é que os “moradores de rua”, os marginalizados, aqueles que desrespeitam o meio ambiente, os que se apropriam do domínio público, pessoas analfabetas, sem acesso a educação. São esses os “cidadãos de papel”.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos documentos básicos das Nações Unidas, assinada em 1948. Nela são enumerados os direitos que todos os seres humanos possuem. Mas possuem somente no papel. O que está previsto na Constituição é uma representação do que seria justo, uma ideologia. Na prática, como exigi-los?

As atividades de reintegração de posse e despejo de famílias carentes não é um fato isolado do contexto social, mas este, é abafado pela ideologia, que é uma maneira da produção de idéias pela sociedade, ou melhor, por formas históricas determinadas das relações sociais. O “cidadão de papel” não têm ao menos consciência de quem é. Por quê, só a ele é transferida a responsabilidade pela existência das chamadas moradias subnormais?

Na sociedade capitalista, as intenções do proprietário (no caso, o domínio público) são contraditórias aos deveres do sujeito moral (aqui, os chamados invasores ou proprietários de loteamentos clandestinos). Aquele busca ampliar a sua propriedade privando os direitos legitimados de outros proprietários, chamados cidadãos com direito a propriedade. O Estado trata os chamados cidadãos com direito a moradia, como se fosse seus objetos e não homens livres. “Ora, o Direito e a Moral estão em conflito” (CHAUÍ, M. 1994).

O artigo 5º da Constituição Federal garante que os cidadãos brasileiros têm direito a saúde, a educação, a segurança e a moradia. Neste mesmo artigo inciso é dito que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra, e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente da violação”.

Já não deveria ser notícia os casos em que os chamados “cidadãos” tomam posse de um espaço público, constroem as suas casas, casebres, palafitas, ou barracos. Passam-se dias, ou meses, e não há fiscalização ou notificação alguma. Não há políticas públicas de conscientização para essas pessoas, no que diz respeito ao meio ambiente. O Estado de direito não trabalha com a investigação. Quando um Juiz concede a liminar consolidada pelos órgãos públicos para despejo de famílias carentes, muitas vezes, as casas caem por terra, e aos cidadãos com tantos direitos previstos, só restam-lhes a roupa do corpo. A justiça do Brasil também é capitalista. Justiça é prova. Mas, o cidadão do papel sabe disso? Sabe que ele precisa de testemunhas, notas fiscais, fotos? Ao menos, ele sabe Lê? Ele tem máquina fotográfica?

A tolerância é o que pode sustentar os direitos humanos, a pluralidade cultural, a democracia e o Estado de Direito. Ser tolerante não é renunciar as próprias convicções, para abraçar a injustiça social, ou autorizá-la. Mas sim, aceitar que os seres humanos se caracterizam pela diversidade do seu aspecto físico, de sua circunstância, da sua maneira de expressar seus valores e seus comportamentos. Educar para a tolerância deve contrariar a exclusão ao outro, afinal a cidadania remete ao sentimento de pertencer a um lugar. A ideologia é um “mascaramento da realidade social que permite a legitimidade da exploração e da dominação. Por intermédio dela, tomamos o falso por verdadeiro, o injusto por justo”. (CHAUÍ, M. 1994). Por isso, os direitos humanos são ideológicos. É apenas uma representação.

Apesar de parecer senso comum, ou talvez seja, está comprovado que a Educação é a melhor maneira de combater a miséria, prova disto, é que países como o Japão e a Coréia do Sul alcançaram rápido desenvolvimento ao investir na educação fundamental.

(Como forma de cumprir a Ética no Jornalismo, busquei depoimentos com a assessoria de Imprensa da OAB, no entanto, os e-mails que envio com o questionário em anexo, não obtive resposta concreta. Isso desde o mês de abril.)

REFERÊNCIAS:

CHAUÍ, M. O que é Ideologia. 38º ed. São Paulo: Braziliense, 1994. (Coleção primeiros passos).

DIMENSTEIN, G. O Cidadão do Papel. São Paulo: Ática, 1999.

INFORMAÇÃO FABRICADA

Por Tamires Santos

Obscurecimento da realidade, divisão de classes, trabalho fragmentado. Turva percepção: efeito da ideologia dominante. Como um barro nas mãos do oleiro, o futuro jornalista acata um paradigma de formação ditado pelas Universidades e transforma-se, pouco a pouco, em um aparente instrumento técnico de atuação profissional, fabricando as informações que antes eram reais, e que no texto, passam a ser uma interpretação. A análise de uma análise feita por um cidadão comum, além de jornalista.

Semelhante ao processo de produção industrial em série, nascem gerações sucessivas de robóticos profissionais de comunicação revestidos com uma armadura falsa: anônimos, formais, neutros, objetivos, impessoais. Isso para atender as necessidades ditatoriais do mercado de trabalho, ou ainda, para atingir os interesses de uma cúpula social que rege o discurso da mídia. Aquela cúpula, que o doutor em comunicação da ECO/UFRJ, Mohammed El Hajji chama de “quarto poder“.
A fragmentação do trabalho jornalístico mal disfarça que desde a escolha do fato a cobrir, passando pela escolha dos entrevistados, os critérios da seleção dos discursos, até a edição e diagramação da matéria, a interpretação está interligada com a informação. Com base no teórico Mohammed, a própria escolha de qual fato irá cobrir, já é uma atitude imparcial. Ou seja, o ato de fazer uma escolha é um ato de interpretação, mesmo quando existe informação. A diferença, é que a interpretação implícita constitui a informação, matéria prima do ofício de jornalista.O perfil do público consumidor destinado pelo veículo, também já pressupõe, por exemplo, a seleção dos entrevistados, a elaboração das perguntas, o enfoque.

O que Mohammed diz sobre o processo discursivo narrativo é que “o que era uma experiência de campo fragmentada e diversa, acaba sendo retratada como um todo coerente e integrado”. Nesta e em outras reportagens, como por exemplo, a do dia 16 sobre o aumento da violência no bairro Robalo em Aracaju, o contexto sinaliza quem está com o poder no momento da fala, e isso o verbo dicendi por si só, não demonstra ao leitor.

Trabalho jornalístico é pesquisa, observação, interação, análise, mas também concepção, interpretação, e produção de significado e de sentido. O texto, o discurso, a fala, a linguagem são recursos necessários para a fabricação da informação, representada através de estratégias discursivas de enunciação. Estas que nas páginas nas folhas da imprensa, transmitem ao leitor a áurea de distanciamento entre o jornalista e as testemunhas oculares, por exemplo.

Em uma sociedade que se desenvolve, passando por crises econômicas, políticas e sociais, a informação é a grande ágora de intermédio entre as classes sociais. Claro, esse recursos jornalísticos são empregados, inclusive, por outros diversos veículos, inclusive, pelo Telejornalimo.

Verdade e objetividade são palavras chaves, inclusive, presentes em praticamente todos os códigos de ética de jornais e jornalistas, também nas legislações de comunicação social de dezenas de países. Conhecer os mecanismos de fabricação da informação permite ao leitor a capacidade de decodificação do seu conteúdo e o reconhecimento do jogo de interesses que se filtram nas notícias por meio das estratégias discursivas de enunciação.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Tudo acaba em Texto.

Não “funciono” sob pressão. Acredita? Já entrei em conflito – mudança de estado – psicologicamente falando, ao ouvir dos profissionais de jornalismo que o prazo que se tem para o deadline de um jornal é cumprido a risca pelo editor chefe. Em uma hora dessas só me imagino em frente a uma mesa, com uma pilha de papéis sobre ela, roendo as unhas devido a uma infeliz fase de encubação.

Sabendo que minha mente ainda é um pouco “mimada” no que diz respeito à produção textual, me sinto submissa à boa vontade daquela, diante do meu anseio pela fase iluminativa do processo criativo. Mesmo assim, sou movida por uma convicção cega de que o curso de jornalismo é capaz de suprir a minha inclinação à escrita (principalmente) e me promove uma sensação de encontro comigo mesma. Prova disto, é que depois de me tornar universitária, a coleção de diários que tenho só serve hoje para armazenar “dias atrás” e como fonte, acredito eu, de auto-análise da minha identidade mutante.
Os textos acadêmicos são suficientes para suprir a minha sede por transformar tudo em palavras escritas. Sentimentos abstratos, cenas factuais, desabafos, confidências, narrativa formal ou poemas que hoje já não faz meu gênero. Tudo pode virar texto.

A inauguração da árvore de natal de Aracaju, dita a maior do Brasil, o ruído dos fogos de artifício, as aves sem ninho, as “caras e bocas” que fazem ao me ver indo de sandália rasteira para a faculdade, e mais um leque de coisas aparentemente triviais podem virar texto. Viram? A pouca inspiração para postar pode virar postagem. Escrever é passar a vida a limpo. É conotar o que é denotativo. Transformar o abstrato em palpável e mostrar-se para o mundo sem dizer ao menos o nome.

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

O"Impeachment" das aulas

Por Tamires Santos
Não é nehuma manifestação estudantil marco da política brasileira, como por exemplo, o movimento dos "caras-pintadas" que pedia o impeachment do primeiro presidente eleito em 29 anos. Os rostos diziam : "Fora Collor"como sinônimo do fim da inflação e luta pelas reformas de base em meados anos 90.
Aracaju 05 de dezembro de 2006. Mesmo sem nada pintado nas caras, está bem nítido a expressão facial comum aos estudantes da Universidade Tiradentes. Os clamores por férias estão sendo manifestados pelos corredores da sala 30, o adiantamento para as fotografias com toda a classe nos degraus da escada significam uma despedida utópica de um período que ainda não terminou. O mais "suado" permanece ativo e ainda expresso nos linkes dos msn, dos alunos que anunciam um enorme desejo pelo seu término.
Aos quatro cantos da sala o mesmo desejo é propagado, inclusive, pela professora de reportagem, minutos antes de entregar a prova da última unidade. Isso mesmo. O pedido por Férias atinge a elite dirigente (os professores), apesar de ser uma manifestação típica de alunos que só "farejam"por festas, viagens, família, encontros e reencontros, um "dormir e respirar livremente" que o 3º período de jornalismo impossibilitou durante 4 ou 5 meses de instigamento mental.
A sensação de estar a um passo do "impeachmente" do período aumenta a instabilidade e o clima de tensão que se estende até o minishopen da Unit. Curso de verão, 4º prova, recortes de jornais, estatística, texto editorial, e outras enxurradas de indícios de tensão permeiam entre os discursos dos colegas. Os principais esquemas para manobrar o movimento são: "Mande para o meu e-mail!", "Me empreste o CD de comunicação"... " vamos nos reunir", "O que valer ponto, estou no meio", "grave no disquete!"
Até o almejado "impeachment"os alunos chegam a soar a camisa literalmente e atingir o ápice "do cabelo em pé" . Com o movimento "caras-pintadas", Collor renunciou ao cargo. Na espera pelo impeachment das aulas, os estudantes aracajuanos sem caras pintadas, vivem tempos de violenta repressão que explode em manifestações constantes por gritos por férias.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Mudança de mentalidade

Por Tamires Santos
O fato de Sergipe ser propagado pela mídia local como sendo "o país do forró", não descarta a possiblidade de descoberta de um universo musical totalmente novo para os jovens do bairro Coroa do Meio, em Aracaju. Isto se deve a importante iniciativa do Semasc - Sercretaria Municipal de Assistência social e cidadania - de criar o projeto Jovem Aprendiz, que dispõe oficinas que possibilitam um contato em maior profundidade com o gênero musical.
A música clássica desperta a apreciação dos jovens para o repertório que varia de MPB à Mozart, Bach e shopin. Muitos jovens não se contentam apenas em participar de cursos de artes plásticas, violino e dança. Existe a busca por novos rumos, como por exemplo, a participação na Orquestra Jovem do Estado e em processos seletivos para ingressar no conservatório de música jovens para ingressar profissionaomente em orquestras que já existem, mas estas, não superam a vontade de formar uma orquestra independente.
O próprio educador social do Semasc, Claúdio Pinto, em entrevista realizada dia 18 de novembro de 2006, pela equipe jornalística da TV Sergipe, garante que "havia dificuldade por parte dos alunos que logo foi superada com a percepção da beleza da música em qualquer das suas vertentes". Além de quebrar o estigma criado ao associar a música clássica a mehor idade, o espaço cultural oferecido aos jovens testemunha que há mobilização e transformação social.
A música erudita certamente gera nestes jovens uma alto valorização que lhes concedem prazer pela vida e pela busca por novos nichos no mercado de trabalho. O investimento cultural municipal precisa alcançar principalmente pessoas nesta fase de formação, já que é provável que a música tem esse poderio de sanar a osciosidade de muitos jovens.

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Noite Clássica

Que eu me lembre nunca tinha assistido a apresentação de uma orquestra sinfônica, para melhor dizer, nunca desejei. Minha tia (e mãe ) é uma ouvinte fiel destas músicas que só se escutam instrumentos enquanto o vocalista apresenta-se mudo. Ou seja, todo o tempo.

Na verdade eu é que não tenho paciência e identificação cultural com tal estilo. Segundo o meu ponto de vista nada clássico, música que não “é cantada com palavras” nada me transmite. O fato é que em um belo dia ─ 22 de novembro de 2006 ─ justo no aniversário de “vinte e tantos anos” de casados dos meus tios, por honrosos motivos acadêmicos tive que dispensar a torta da baviera, que iria ser servida às 19:30 h por causa de uma bela coincidência! A necessidade de cobrir cobrir o evento para produzir um boletim informativo.

Lá estou na Sofise ─ sociedade filarmônica de Sergipe ─ juntamente com minha equipe de “focas” (foca, incluindo eu viu?). Estávamos todos vestindo terno e adereços, éramos vistos como os “jornalista de primeira” e fomos assim chamados, ou melhor, chamadas. Também neste mesmo dia em que inauguro meu 1º terninho, fui muito agraçiada por ter que esperar horas e horas de homenagens, dedicatórias, troca de cartas, de flores, e de microfone (pois só havia um) entre os fundadores e sócios da associação, e choros daqui e emoções dali...

Enquanto eu aguardava com uma expressão típica de uma jovem de 19 anos que veste um terno pela primeira vez, brindava minha noite ao ouvir os discursos que dizia que “ a música (erudita) é tão perfumada quanto os lírios do campo”, engraçado eu não sentir perfume algum quando finalmente às 21:30 a banda começou a se apresentar.

Eu “entrava no céu apulso” para conseguir fotografar a ilustre banda de música clássica. Tive que recorrer a equipe "foca" já que durante as minha tentativas a lente da câmara só fotografou cabeças e mais cabeças da terceira idade. Bem que o palco poderia ser mais alto, e bem que jornalista poderia ficar “chique” de tênis, meus pés já cor de rosa agradeceria por não estarem “atrepados”.

Prossegue a tal quarta-feira clássica e bastou eu encontrar uma cadeira vaga (não por que tinha muita gente, mas sim, pouca cadeira) para o auge do profundo sono me atingir. O meu consolo é que descobrir que “tantãn”, é um instrumento musical, isto acessando o “google” no dia anterior (terça-feira), pelo menos estava mais informada do que uma jornalista da Tv Aperipê já formada.
Era para ter conseguido uma entrevista com o fundador da banda, infelizmente o relógio marcou pouco mais de 22: 30 h e o auge da minha desobidiência com horário para chegar em casa, já tinha ultrapassado a quantidade de “broncas” que eu imaginei ouvir de forma nada clássica. Não sei o que se distancia mais do perfume dos lírios do campo. Música clássica ou ouvi minha tia discutindo por causa do horário.
"Não é no silêncio que os homens se fazem , mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão".
Paulo Freire.

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Os Pequenos Ilegíveis

Por Tamires Santos
Descalços, vestindo camiseta regata e bermuda de cor desbotada, eles passam manhãs de sol, segurando as varas de madeira que usam como instrumento de manobra, ou mesmo vendendo balas de banana por R$ 1, 00. Os menores circulam pelas ruas mais movimentadas da cidade, fazendo parte de um universo infantil que é visto como “pedra de tropeço” para os dirigentes alvos da “cegueira” que é a única coisa que o capitalismo tem para oferecer gratuitamente.
Debaixo da sombra das árvores (isto, quando tem árvores), os olhares sombrios aguardam o semáforo simbolizar a parada dos veículos. As crianças saem da margem das avenidas por instantes, mas continuam inseridas em uma realidade social conhecida como marginalização. Mesmo tendo que pisar no asfalto quente com os pés descalços, e com aparência nada expectante, os meninos (ou meninas) saem do meio-fio, digo, lugar de descanso, com fome e talvez com poucos motivos para fazer malabarismo, mas mesmo assim o fazem.

Sem entusiasmo algum, eles “soam”a camisa na tentativa de se fazer acontecer à arte de manipular objetos mantidos no ar, no intervalo de tempo restrito, isto para impressionar os olhares que, muitas das vezes, são desviados.

Onde está o Criança Esperança? E o programa de erradicação infantil, cujo atendimento foi dito triplicado? Ação global, quando?Cadê a marcha global? A impressão que se tem é que só o dia 12 de junho é o único dia de combate ao trabalho infantil. É “tosco” um país investir tanto em tecnologia, enquanto o setor humano grita por socorro, e a acentuada desigualdade social, existe lado à lado.
De quem é a culpa?

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Entrada contemplativa. Saída Tortuosa

14 de novembro de 2006, às 19:30, véspera de feriado. Mesmo com minha fobia ao horário “de pico” fui “parar” no shopping Jardins, o sempre movimentado da cidade. Advinha fazer o que? Efetuar o pagamento de uma fatura. Bela programação não? Ao menos a decoração do Jardins “promete”isto.

Ainda no estacionamento, é notável o retorno dos famosos “piscas-piscas”, e estrelas luminosas distribuídas pelas paredes externas, que agora brilham sobre a textura alto relevo. Uma das portas de entrada para o shopping, decorada com guirlandas, é um sutil convite para “as compras”.

Ao som de “sinos, orquestras, e plim! plim!...”, os olhares naturalmente “rodeiam” por entre os bonecos de neves, cachos de bolas coloridas, festão, gnomos, arranjos pregados nos lustres da praça de alimentação. Como não pensar em ceia, com uma árvore de natal enorme pregada confronte a Baviera Haus?

O que antes era curioso, agora já não deixa de ser o previsível: no corredor das lojas Riachuelo, uma multidão de crianças e pais com algumas delas no colo, faziam “procissão”com a chegada do papai Noel sem trenó. Não faltaram homens de quase dois metros de altura, formalmente trajados, garantindo a segurança do “bom velhinho”.

Chego às lojas. Passo pelo “portal das representantes” que perguntam o que também já é previsível: “Já tem o cartão Riachuelo”? Estou certa que ao passar por ali, independente da quantidade de vezes ao mesmo dia, elas repetirão a mesma frase, experiência própria. Subi os degraus das escadas e já ao som de “Então é natal...”, cheguei ao caixa, e ao ser atendida, fiquei entorpecida pelos juros da minha fatura alguns “diazinhos” atrasada.

Depois do “desfalque” planejei comprar folhas de papel rascunho à vulso para o término de um trabalho, no entanto, só vendem em “xamex”, (estratégia lucrativa) cujo preço corresponde a sete vezes mais do que daria se às lojas Barreto, no centro da cidade, ainda tivesse de portas abertas. Mais entorpecida, ao contar as moedinhas que me restaram, fui direto para o estacionamento carregando uma resma pesada de papéis e os dez centavos que me restaram.

Dei “adeus” ao cenário natalino. Caminhei com passos largos, segundo a minha vontade de descalçar meus pés do salto ─ isto, por ter me adaptado ao tênis ─ . Ao dirigir em direção à saída, me deparei com pedras sendo atiradas de um lado para o outro da rua. Temendo que eu e o “pimentinha” fôssemos atingidos, coloquei a marcha ré, mesmo na contra mão e dirigir para qualquer direção distante do cenário violento com plano de fundo natalino.

“Onde estaria os não sei quantos seguranças do bom velhinho, e o trenó”? Perguntei-me, pressionada por buzinadas alheias. Apressei-me na baliza, ao menos tentei. Inocentes colegas de trânsito...eles nem imaginavam o motivo, pelo qual eu estava na contra-mão.

Foi notável minha palidez, ao ouvir gritos e pronuncias de palavrões “atropelados” entre os dois “flanelinhas”, tive que admitir que a música clássica dentro do Shopping, os bonecos de neves, cachos de bolas coloridas, festão, gnomos, arranjos, os juros da fatura, o papel rascunho que não vendia à vulso, é realmente, uma bela programação diante daquele fato nada curioso, porém inusitado.

domingo, 12 de novembro de 2006

O preço "do novo".

Por Tamires Santos

Um supermercado está sendo inaugurado. Pronto! Isto já é motivo para metade da cidade se concentrar no bairro jardins. Outra filial da Rede Bompreço, é sinônimo de um estacionamento minúsculo lotado, os corredores da loja sendo disputados por consumidores sedentos de novidade, carrinhos, fotografias, pessoas circulando “para lá e para cá”, comprando o que se vende em todos os supermercados.

É certo que não é todos os dias que se ganha pipoca, e que se encontra um super... super...super alguma coisa, ─ personagem principal dos desenhos de cultura pop ─ recepicionando os clientes e distribuindo balões para os pequenos. A impressão que se tem é de queima de estoque ou fim dele.

O novo Bompreço é um supermercado que contém o mesmo que todos os outros: altos preços. Por isto, é previsível que as filas só estejam grandes nos primeiros dias de inauguração. Depois de algum tempo as pessoas sedentas do “novo” praticamente somem do local.
O número de carros diminue, as vagas sobram no estacionamento, mais um pouco de tempo e não haverá mais um homem fantasiado de super alguma coisa, distribuindo balões, muito menos promotoras de vendas sorrindo para todos. Não me perguntem quanto o “novo” custa que eu não saberei responder. O que sei, é que o efeito dele não dura por muito tempo.

sábado, 11 de novembro de 2006

Recortes de um sábado à noite


révias leituras. Recortes e mais recortes de jornais. Papel rascunho. Tesoura e resquícios de cola entre os dedos. Pleno sábado à noite e nada mais, eu espero para fazer. Não que isto me entristeça, ou me cause inquietação, ao contrário, é uma ótima oportunidade para o meu “extinto” jornalístico entrar em ação.
Mesmo estando no meu quarto sozinha, não me sinto só. Na minha vida, além de Deus, os papéis e as palavras foram os meus amigos mais confiáveis ─ egoísta da minha parte, não? ─ São estes, que me levam para caminhar por outros ambientes, seja qual for a distância. Apresentam-me novas pessoas, e me fazem esquecer um pouco da minha realidade para naturalmente refletir sobre as causas sociais e os comportamentos alheios. Às vezes, eu mesmo escrevo um ambiente novo para que os meus pensamentos possam habitar, de acordo com a minha vontade, e com a ajuda dos papéis e das palavras confiáveis. Eu mesmo coloco a minha imaginação na “prensa”.
Passaria o resto do sábado sentada no chão frio do quarto, se tivesse mais papel rascunho e mais “jornal do dia” para transformá-lo em clippings*. Durante a leitura das matérias, observo, com a ajuda do sensacionalismo da imprensa, como os meus problemas são pequenos diante dos graves que permeiam o dia-a-dia da minha querida Aracaju, do Brasil, ou quem sabe até do mundo inteiro.
Suspiro “feliz da vida” ao lavar as minhas mãos repletas de cola, que revelam a minha satisfação em “trabalhar” como jornalista, mesmo não saindo do meu quarto e apenas recortando papéis que irão garantir bons resultados para o final do 3º período do curso. A combinação perfeita comigo e com o meu ambiente de dormir a meu ver, é a presença dos “sei lá quantos” jornais espalhados pela cama e clippings sobre o chão, prontos para serem entregues, próxima semana no dia da prova de realidade. Estes são os recortes do meu sábado a noite.

*clippings: recortes de uma matéria de jornais, colados em folha, (ofício ou rascunho) sobre uma matéria publicada, contendo cabeçalho, título e edição.

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Estou começando

Em breve estarei postando aqui.